Iraque Livre tropas fora já!
Brutal assalto do IV Reich americano contra Faluja e a heróica
resistência
popular iraquiana
Principiou o mais sangrento assalto já efectuado contra Faluja.
As forças da ocupação ilegal não esperaram pelos
resultados das eleições presidenciais americanas no mês que
vem.
A ofensiva principiou no primeiro dia do mês sagrado para os
muçulmanos, o Ramadão um insulto bárbaro que
não poderia ser mais calculado a fim de humilhar o mundo islâmico.
Os canais britânicos e europeus de notícias não
mostrarão as fotos que a
Al Jazeera
está a mostrar em todo o mundo que fala o árabe.
Mesmo antes do último assalto, na realidade por trás das imagens
expurgadas
(sanitised)
que aqui nos foram mostradas está o horror de
mulheres decapitadas pelas bombas americanas, de corpos de crianças
queimadas tornadas irreconhecíveis e os corredores do que outrora foi um
hospital avançado inundado com sangue e sujeira.
Tudo o que foi experimentado sobre o povo palestiniano ao longo dos
últimos quatro anos está agora a ser despejado em poucos dias
sobre o povo de Faluja e de outras cidades iraquianas, depois de os militares
americanos receberem os conselhos tácticos apropriados dos generais de
Israel.
O que significa esta "operação" em Faluja? Significa
um cerco e uma
blitzkrieg
contra uma cidade da dimensão de Plymouth,
Verona ou Granada.
Mas a redeslocação forçada de tropas americanas para
cometerem este assassínio significa alguma coisa mais.
Significa que homens armados apenas com armas de mão, a defenderem seus
lares e famílias, estão a barrar o avanço da maior
super-potência da história, com os seus F-16s, tanques e
artilharia.
Em Bagdad e outras cidades iraquianas o povo tomou as ruas para apoiar Faluja.
As hordas de "combatentes estrangeiros" no Iraque são aquelas
que estão a usar uniformes americanos e britânicos.
A resistência não é obra de terroristas.
É a obra de combatentes da liberdade que têm feito o que os
aldeões vietnamitas fizeram quando também tomaram armas para
libertar o seu país da ocupação estrangeira.
Então, tal como agora, os ocupantes dizem que foram convidados a
permanecer pelos mesmos
quislings
que eles instalaram.
Mas, como eu e outros previmos antes desta guerra, o povo iraquiano na sua
imensa maioria não aceitará nem a ocupação nem um
governo fantoche.
Tudo aquilo que nos disseram aqueles que nos levaram à guerra era uma
mentira, e tudo o que o movimento anti-guerra disse que aconteceria está
a acontecer.
Agora, aqueles que nos disseram haver armas de destruição em
massa no Iraque estão a propalar uma nova mentira que
estão a ocupar o Iraque para proteger os iraquianos de si
próprios.
Mas são as forças americanas e britânicas as
responsáveis pelo dobro de mortes iraquianas em relação
à resistência.
Não pode haver equívoco, nem queda em outra mentira. A
ocupação deve terminar agora, e todos os que querem a paz devem
ficar com o povo iraquiano que resiste.
O destino imediato do impulso americano por um novo império será
selado no Iraque talvez nas próximas semanas.
No mês passado houve uma média de 87 ataques armados por dia
às forças americanas.
Este número foi mais alto do que em Agosto, o qual por sua vez foi mais
alto do que em Julho, o qual foi mais alto do que em Junho.
O imperialismo está a chegar a um bom covil sangrento no Iraque, entre o
martelo da resistência iraquiana e a bigorna do movimento anti-guerra
global.
O povo de Faluja e a resistência iraquiana estão na linha de
frente.
Iremos nós permanecer sem tomar atitude, ou iremos resistir internamente?
Marchámos aos milhões contra a guerra, e o nosso movimento tem
continuado até agora.
Agora devemos mobilizar um movimento de milhões pela imediata retirada
das tropas do Iraque e em solidariedade com a resistência iraquiana.
O movimento anti-guerra já se configurou como opinião mundial.
Na semana passada um inquérito encomendado por jornais conhecidos
internacionalmente revelou que a oposição à
ocupação estende-se desde o Canadá até à
Europa, à Coreia do Sul e à Austrália.
E, da costa atlântica do norte de África até o
arquipélago da Indonésia, o mundo muçulmano ferve.
Na Grã-Bretanha, 71 por cento do povo quer as tropas fora do Iraque.
Mas Tony Blair está a considerar o envio de mais. Ele está a
deslocar forças para Bagdad a fim de libertar forças americanas
para o novo assalto.
Ele está a ordenar a mais dos nossos jovens como Gordon Gentle,
recrutado nas filas de esmolas que matem e sejam mortos para aquele
imbecil na Casa Branca.
Esta aventura imperial está a fracassar. A única questão
é quantas vidas mais Bush e Blair sacrificarão antes de serem
expelidos do Iraque.
O nosso êxito dar-nos-ia a esperança de que se nos
mobilizássemos agora com o entusiasmo que mostrámos em 15 de
Fevereiro do ano passado e com a tenacidade do povo de Faluja poderíamos
então acabar com este pesadelo mais cedo ao invés de mais tarde.
Não "desmobilizaremos" nem nos "fecharemos".
Pois aqui na Grã-Bretanha enfrentamos um outro pesadelo, um
cadáver à procura de um enterro decente Tony Blair e o seu
governo.
Não permitiremos que este mentiroso em série
(serial liar)
banhado em sangue possa escapar.
Se a conferência do Partido Trabalhista e os deputados trabalhistas
não o sujeitarem a prestar contas, então nós o faremos
nas ruas, nas nossas escolas, nas faculdades e nos lugares de trabalho,
e nas eleições.
Assim como trazemos nova energia ao nosso movimento anti-guerra, vamos
também forjar uma força para desafiar os partidos belicistas na
próxima eleição geral.
É o que estamos a fazer em Respect. Convido-os a aderir.
[*]
Deputado no Parlamento britânico. Discurso foi pronunciado perante
1500 pessoas num comício do movimento Respect.
De George Galloway ver também
Um discurso histórico.
O original encontra-se em
http://www.socialistworker.co.uk/article.php4?article_id=2930
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info
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