A deriva fascista do regime de George W. Bush:
Os EUA restabelecem a tortura
Os Estados Unidos recorrem agora correntemente à tortura na chamada
guerra
contra o terrorismo. Esta prática, apresentada antes como marginal,
é hoje reivindicada por militares e altos funcionários da
administração Bush.
A derrapagem começou hipocritamente com a encomenda dos
interrogatórios de presumíveis terroristas a
ditaduras amigas. Este sistema de encomendas levou, no Afeganistão,
à morte de várias centenas de prisioneiros.
Depois, o próprio exército dos Estados Unidos recorreu à
tortura, fora do seu território, de maneira já não
dissimulada. Em Bagram, as Forças Especiais praticaram-na
sistematicamente. Num artigo de primeira página, o
Washington Post
descreveu os centros de interrogatório da CIA, onde prisioneiros
da Al Qaeda são torturados.
O particular estatuto jurídico da base de Guantânamo serviu logo
de laboratório para o uso assumido desta prática. Alguns
analistas explicaram que se encontra em território cubano e não
é possível, portanto, aplicar lá as leis estado-unidenses.
Se a utilização não dissimulada da tortura começou
fora do território dos Estados Unidos, ela está a entrar
aí a passos largos. Vários milhares de pessoas foram presas desde
11 de Setembro de 2001 e mantidas no segredo, fora de qualquer quadro legal. O
departamento da Justiça, que procede, neste momento, ao registo, em
ficheiro por nomes, de todos os muçulmanos praticantes dos Estados
Unidos, empreendeu a construção de 600 campos de internamento
para uma utilização desconhecida.
O artigo que se segue foi publicado a 05/Mar/03 no
Washington Times
. O autor, Jack Wheeler, redactor do sítio
TothePointNews.com
, é presidente-fundador da Freedom Research Foundation,
associação que serviu de cobertura à CIA para recrutar
mercenários e apoiar guerrilhas anti-comunistas, nos anos 80. Wheeler,
que colabora desde há muito com o grupo Moon, é frequentemente
apresentado como inspirador da doutrina Reagan de ataque
sistemático à URSS. E ministrou cursos de tortura para militares
latino-americanos na
School of Americas
de Fort Benning, Georgia. Neste artigo ele preconiza o
restabelecimento da tortura na guerra contra o terrorismo.
in
http://www.reseauvoltaire.net/torture-usa.html
"Eis o que é preciso fazer"
O interrogatório de KSM
por Jack Wheeler
Tendo sido capturado um dos lugares-tenentes do grupo terrorista Al Qaeda,
Khalid Shaikh Mohammed (conhecido também pelas suas iniciais
«KSM»), é absolutamente necessário obrigá-lo a
deitar cá para fora o que tem na cabeça, rapidamente e sem
mentiras, antes de a sua organização desaparecer na sombra.
Qual seria, então, a forma eficaz e prática de
interrogatório? Em 1995, a polícia estatal das Filipinas capturou
um agente da Al Qaeda. Sabia que ele tinha em projecto acções
terroristas, mas não sabia quais. Por isso, torturou-o, segundo os
velhos métodos, como nos filmes, apagando-lhe cigarros nos
testículos, quebrando-lhe as costelas, em suma, todo o arsenal destas
práticas. Foram precisas duas semanas para ele ceder e revelar o plano
de desvio de onze aviões de carreira. Ao desvendar esta
maquinação, a tortura salvou centenas, talvez mesmo milhares de
vidas, o que justifica totalmente esta prática.
O aspecto ético de torturar KSM nem sequer devia ser posto em
dúvida. A questão é, concretamente, outra: como torturar
de forma a que bastem algumas horas, e não dias ou semanas, para ele
ceder e se ter a certeza de que diz a verdade.
Primeiro, deve-se evitar a utilização do dito soro da verdade
como o sódio tiopental. Esta substância age confundindo a
memória, a ponto de nos fazer esquecer quem são os amigos e
inimigos. Nessa altura, nós julgamos que a pessoa que está a
interrogar-nos é nossa amiga e falamos, mas não conseguimos
pensar ou recordar as coisas com nitidez. Não. É
necessário que o pensamento e a memória de KSM continuem
perfeitamente lúcidos.
O melhor detector de mentiras, embora não seja utilizado como tal, seria
um aparelho médico que passa ao scâner o cérebro, no
género do encefalograma ou do IRM (imagem por ressonância
magnética). Mil vezes mais eficaz que um polígrafo, o IRM
consegue distinguir, em tempo real, a verdade das mentiras, quando
alguém fala, pois estão activas diferentes partes do nosso
cérebro.
EIS, ENTÃO, O QUE SE DEVE FAZER
Os Estados Unidos terão de dirigir-se a Diego Garcia, no Oceano
Índico, onde está detido KSM, instalar lá um IRM e fazer
três coisas: pôr o KSM sob o scâner IRM, submetê-lo a
respiração artificial e dar-lhe uma injecção de
uma substância paralisante, o SCC (cloreto de succinylcholine).
O SCC, utilizado como anestésico em veterinária, provoca uma
paralisia muscular que bloqueia as ligações neuromusculares. Isto
provoca uma imobilização, sem afectar o sistema nervoso central,
de modo que KSM não possa mexer-se, mas fique inteiramente consciente e
continue a sentir a dor. A injecção, dada por um anestesista de
SCC na via nervosa que conduz ao diafragma, paralisará os
músculos necessários à respiração. KSM
está, pois, em condições de pensar, de recordar, de falar,
mas não pode respirar. O aparelho de respiração artificial
respira por ele. Sem este aparelho, chegaria depressa à asfixia e
morreria.
O respirador é um PAPC (Pression d'Air Positive Continue), utilizado
para tratar a apneia do sono com uma máscara nasal. O aparelho é
colocado numa divisão contígua, com um longo tubo, dado que
nenhuma peça metálica se pode encontrar na proximidade dos
enormes ímanes do IRM. O aparelho envia o ar para os pulmões por
via nasal. A boca fica liberta, o que permite falar.
Começa, então, o interrogatório. Faz-se uma série
de perguntas ao KSM de que já se conhece as respostas (por exemplo:
É mulçumano?, Seria capaz de beber um copo de
banha de porco?). Se ele mentir, desliga-se o respirador. Existem poucas
experiências tão aterradoras como a sufocação.
Após um período de sufocação suficientemente longo
para que ele fique verdadeiramente aterrado, o respirador volta a ser ligado, a
pergunta é feita de novo e o processo repetido até que ele diga a
verdade. Logo que são claramente identificadas as partes do
cérebro de KSM que se activam quando ele diz a verdade e quando mente,
começa o verdadeiro interrogatório. Não será
preciso muito tempo, uma hora ou duas no máximo, para KSM cantar como um
canário.
Uma vez obtidas do seu cérebro todas as informações
úteis, KSM é informado de que será morto depois de untado
com banha de porco, manipulado o seu cadáver por mulheres e outras
coisas do género que, supostamente, impedem um muçulmano de
entrar no paraíso após a morte, de modo a que morra na
convicção de que jamais terá o vinho e as virgens do
paraíso e, pelo contrário, irá arder no inferno. Depois da
sua execução, não restará nada dele. O corpo
será incinerado e as cinzas espalhadas aos quatro ventos.
Nessa altura, a mensagem pode ser difundida e todos os membros da Al Qaeda
ficarão a saber que, capturados, trairão os camaradas e o seu
destino é arder no inferno. A única maneira de ganhar a guerra
contra o terrorismo é aterrorizar os terroristas, para que eles
abandonem a sua maléfica jihad.
A versão em francês encontra-se em
http://www.reseauvoltaire.net/article9391.html
Tradução de MJS e ASA.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info
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