O papel do hidrogénio na transição
energético-climática
por Demétrio Alves
A transição energético-climática aparece geralmente
enunciada como a passagem de um sistema energético baseado na
utilização de combustíveis fósseis
[1]
finitos, que emitem, quando queimados, gases com efeito de estufa (GEE) e
diversos efluentes sólidos, líquidos e gasosos poluentes
(tóxicos), para um sistema baseado num mix energético no qual as
fontes de energia renováveis e a eficiência energética
têm lugar primacial crescente
[2]
. O enunciado não poderia ser mais correcto e ideal.
Entre os objectivos desta nova revolução
energética-industrial, que ainda se encontraria na fase inicial de um
processo muitíssimo mais rápido do que os precedentes, estariam:
a proteção do clima (luta contra o aquecimento global), a
salvaguarda do ambiente (redução dos poluentes), a
diminuição do consumo de energia (pelo menos em termos
relativos), a redução das tensões geopolíticas
ligadas ao aprovisionamento da energia e, ainda, em última
instância, a retirada do activo de toda a energia nuclear para fins
pacíficos.
A formulação convoca-nos para um apoio entusiástico e
quase unânime, porque, através dela, o Homem estaria, finalmente,
do desenvolvimento económico sustentável e verde, da
justiça, da equidade e da paz. A felicidade utópica.
A proposta, apesar de aparecer disseminada como um quase milagre, deve ser
analisada. Embora, desde logo, esta anunciada revolução verde,
parece apontar uma mudança em que tudo seria alterado ... menos o
essencial do sistema de produção e de consumo vigentes.
A concretização da transição
energético-climática passa, na realidade, por um conjunto de
políticas públicas desenvolvidas através de
Declarações, Resoluções, Directivas, Regulamentos e
Programas de Financiamento no âmbito da União Europeia (UE), que,
acompanhadas por Leis e decisões políticas nacionais, compele os
governos a aplicarem uma acelerada descarbonização da economia e
da sociedade. O processo, desenvolvido em estreita ligação com os
interesses vitais dos centros de decisão económico-financeiros,
pretende aparentar o contrário.
Segundo as formulações oficiais, a transição
visaria resolver os impactos das alterações climáticas
antropogénicas, e, complementarmente, diminuir drástica e
rapidamente a dependência das economias ocidentais do petróleo,
carvão e gás natural. Num mundo complexo e multipolar, em que
grande parte das fontes energéticas estão em regiões
"instáveis", já não inteiramente
controláveis pelo recurso à força directa, este objetivo
da transição é, no mínimo, tão importante
como o da descarbonização.
É de sublinhar que o acento tónico, ou seja, a
motivação central para tal transição radical,
é colocado exclusivamente nas alterações climáticas
antropogénicas, escamoteando que a variabilidade climática
é devida a factores exógenos (astronómicos ou solares), e
planetários endógenos (naturais ou antropogénicos). Negar
esta evidência revela uma posição pouco científica
[3]
.
Em geral, estas políticas públicas, embora enfatizem as novas
tecnologias inteligentes e descarbonizadas, passam, sobretudo, por um
trinómio que inclui: crescentes impostos/taxas verdes; elevadas
tarifas/preços de serviços e bens essenciais;
subvenções públicas não reembolsáveis a
tecnologias técnico-economicamente imaturas. Em estreita
correlação com este trinómio avultam visíveis
reforços dos lucros e das rendas que beneficiam grandes
corporações energético-financeiras. Cumulativamente,
passam por rápidas mudanças sociolaborais carreadas pelo
encerramento em massa de instalações
energético-industriais.
A transição implica a alteração acelerada das
formas de produção de electricidade, impondo-se-lhe uma
mudança radical no sentido do uso de fontes renováveis não
tradicionais
[4]
, com destaque para a eólica e a fotovoltaica. E, em complementaridade,
por radicais encerramentos e reestruturações
energético-industriais, com vista a desactivação precoce
de unidades de produção baseadas em fontes energéticas
convencionais.
Noutra vertente, a do transporte de pessoas e mercadorias, vem-se decretando
uma mudança forçada em direcção à mobilidade
baseada em electricidade acumulada em baterias de acumuladores ou,
indirectamente, em reservatórios de hidrogénio. Note-se, contudo,
que o paradigma centrado no transporte individual parece não estar a ser
colocado em causa e, daí, o aparecimento de uma vasta panóplia de
soluções comerciais transitivas corporizadas nos híbridos
de variado tipo, alguns deles, além de muito caros, pouco eficazes na
real redução das emissões de GEE. A
electrificação de transportes colectivos em lugar próprio
(p.ex. ferrocarril) vem, por sua vez, merecendo alguma atenção,
embora insuficiente no caso português.
É, neste contexto, que se assiste à enésima tentativa do
relançamento do hidrogénio como vector e acumulador
energético, que, nesta versão verde
[5]
, seria produzido através da electrólise da água com
electricidade eólica e fotovoltaica, por meio do alavancamento do
processo com substanciais apoios estatais, porque, ele é, e será
durante vários anos, economicamente deficitário face a outras
vias de produção petroquímica (hidrogénio cinza).
Hidrogénio
Sem gastar muito espaço numa explanação que o leitor
encontrará em textos acessíveis, dizer que o hidrogénio
foi identificado há vários séculos, tendo sido
caracterizado cientificamente há muito tempo
[6]
. É muito abundante no Universo, mas, na sua forma elementar é
relativamente raro no planeta Terra devido à sua elevadíssima
reatividade.
A molécula gasosa, pelas suas características físicas e
químicas, tende a escapar-se facilmente através dos microporos e
interstícios existentes nos materiais que lhe servem como contentores, o
que determina a necessidade de grandes cuidados tecnológicos. Quando o
hidrogénio se combina com um oxidante o processo de combustão
pode assumir carácter explosivo (deflagração).
Existe, estabelecida desde há muitas décadas, grande
produção industrial de hidrogénio "cinza" e um
sólido comércio relacionado com a indústria
petroquímica (hidrogenações variadas), com a
produção de amoníaco (adubos), bem como em actividades
especializadas (aeroespacial, electrónica, etc.,). As
utilizações do hidrogénio como vector energético
directo nunca foram massificadas devido a questões de segurança e
à demonstrada falta de rentabilidade económico-energética
das operações correspondentes.
O hidrogénio, na sua forma molecular gasosa, não existe livre na
Natureza
[7]
. Ou seja, o hidrogénio (H2), ao contrário do gás natural
(fundamentalmente, metano, CH4), não é uma fonte de energia
primária. Isto significa que, para ter utilização
industrial ou energética, deve ser produzido através de diversos
processos tecnológicos (químicos, eletroquímicos, etc.,),
gastando-se neste passo intermédio elevadas quantidades de energia e
diversos recursos.
Apesar do avanço tecnológico, do engenho humano e da habilidade
publicitária, continuam a existir barreiras ainda intransponíveis
para utilizar o hidrogénio como vector e acumulador energético
generalizado, isto é, de forma segura, económica e
sustentável
[8]
.
As questões que se colocam acerca do hidrogénio na actualidade,
como, aliás, desde há décadas, são, no fundamental,
de natureza técnica (segurança), económica (custos,
rentabilidade) e energética (eficiência). O que de novo existe
é a enorme polarização sociopolítica em torno da
questão climática que levou à redescoberta do potencial
salvífico do hidrogénio na sua forma designada como
"verde" ou de "carbono zero". Ou seja, produzido
através da electrólise da água (salmouras) usando
electricidade produzida apenas de fontes renováveis (eólica,
fotovoltaica, etc). Do ponto de vista carbónico o hidrogénio
também poderia produzir-se a partir de centrais electronucleares, que,
aliás, apresentam baixos custos de produção. Mas, isso
é um tabu inamovível!
A Transição Energética
No início da década de 1980, surgiu o conceito de "Ponto de
viragem energética" num livro intitulado "Energie-Wende,
Wachstum und Woblstand ohne Erdöl und Uran". Nessa altura os
pesquisadores do Öko-Insitut, Alemanha, propuseram o abandono do
petróleo e do urânio
[9]
.
O termo
EnergieWende
representava a reacção face às alterações
climáticas antropogénicas e à necessidade de abandono da
energia nuclear e do carvão. A expressão
"transição energética" é mais branda do
que o conceito de "viragem" alemão, porque parece apontar uma
mudança gradual e suave para algo novo. A organização
"Désobéissance Écolo Paris", por exemplo, recusa
o termo, considerando-o muito brando. No contexto da UE, a expressão
"transição energética" aparecia já num
documento de 1982
[10]
.
A noção de "transição" está
centrada na muito invocada emergência climática. Segundo ela, o
carvão, os derivados do petróleo, o gás natural e o
nuclear devem ser rapidamente banidos da Terra para evitar uma
catástrofe.
A UE torna-se mais verde sob o comando da Alemanha
Ursula von der Leyen, que assumiu a presidência da Comissão
Europeia em 2019, veio reforçar a tendência política do seu
antecessor Jean-Claude Junker. Numa comunicação de 28 novembro de
2018 intitulada "Une planète verte pour tous", poderá
ler-se que "
o objetivo desta estratégia (...) é confirmar o compromisso da
Europa liderar a ação climática global (...)
".
Ursula, que foi ministra em todos os governos de Angela Merkel, conhece bem a
situação energética alemã
[11]
. A opção alemã teve como
ponto de partida a oposição dos movimentos verdes alemães
à energia nuclear e ao carvão, isto num momento em que foram
determinantes para a estabilidade governativa. A transição
energética alemã é essencialmente uma
"transição elétrica": "
ElektrizitätWende
" ou "
StromWende
".
A partir da tomada de posse de von der Leyen diversos dirigentes europeus
reforçaram a crença no hidrogénio como meio para salvar um
mix de produção de electricidade baseado, quase exclusivamente,
em fontes intermitentes renováveis.
Não deixa de ser curiosa a trajectória alemã quando
comparada com o radicalismo português que decretou o encerramento total e
imediato das centrais a carvão: por lá, ainda entrou em
funcionamento um novo grupo de 1000 MW (o Datteln 4) em 2020, e, o programa de
encerramento será progressivo até...2038, quando ainda
subsistirão 6 000 MW em produção.
Embora a eletricidade não seja a energia final mais importante,
representando apenas 22% na UE, uma parte importantíssima dos recursos
financeiros públicos têm sido canalizados para a
produção de electricidade a partir da eólica e
fotovoltaica, ressurgindo agora propostas para alavancar as
produções de hidrogénio.
Os alemães são renomados especialistas, designadamente nos gases.
Lembrar o pioneirismo que demonstraram com o lançamento de
dirigíveis, tanto para fins militares, como para transporte de pessoas.
É conhecido o caso do
Zeppelin
[12]
que, nutrido com hidrogénio e baptizado como Hindenburg, acabou mal
lá para os lados de Lakehurst
(New York), em 6 de maio de 1937, tendo explodido causando a morte a 35
pessoas.
Plano verde, intermitência das fontes renováveis e
hidrogénio energético
O Plano Verde de 2019 (Green Deal), é um roteiro que visa tornar a
Europa "
o primeiro continente neutro quanto ao clima
"
[13]
. A Europa espera engajar nesta campanha todos os países porque
já percebeu que: todos devem precificar o carbono; todos devem gastar
enormes recursos públicos na promoção das
renováveis e do hidrogénio; todos devem ter tarifas, impostos e
taxas tendencialmente elevadas. Não sendo assim a competitividade das
produções dos desalinhados colocaria a Europa em maus
lençóis no comércio global.
A "neutralidade carbónica", ou seja, as "zero
emissões líquidas de CO2" na Europa, não são,
de facto, "emissões zero". Porque será
necessário absorver as significativas emissões de CO2 emitido a
partir dos usos de gás natural. E isso é um problema.
Simultaneamente, teria que se manter a tendência e, até,
aumentá-la, da atribuição de subvenções
públicas e de subsidiação pelos consumidores da
electricidade e do gás natural. Outro grave problema.
Sendo a combustão do hidrogénio isenta de emissões CO2,
aliás, de quaisquer contaminantes atmosféricos, é natural
que a crença natural no seu potencial redentor perante a enorme
pressão da questão climática tivesse ressurgido. A
hipótese já se tinha colocado durante os choques do
petróleo da década de 1970.
Assim, dos treze maiores projectos em estudo ou arranque no mundo, cinco
estão na UE. O maior envolve 26 GW e está numa fase de
apreciação inicial na Austrália. Os dois mais pequenos
têm 1 GW e situam-se nem Portugal (Sines) e na Alemanha (Rostock),
estando ambos em análise de viabilidade.
A eletricidade que circula nas grandes redes de transporte e
distribuição é evanescente: só existe se houver
consumo simultâneo. Esta característica, que muitos ainda
não conseguiram compreender, complica muito a gestão de
produção, transporte e distribuição de
eletricidade. Pode produzir-se toda a eletricidade necessária, de forma
permanente e em qualquer hora, numa central nuclear, a gás,
termoelétrica, a carvão ou grande hidroelétrica (com
albufeira). Quanto à energia do vento e do sol não acompanha as
necessidades de consumo, porque funciona de acordo com a Natureza. Por isso, as
energias intermitentes produzem, em média, apenas 19% da capacidade
instalada (potência de pico). Na Europa, produzem apenas durante o
equivalente a 10 semanas por ano.
A produção, seja intermitente ou não, deve ser
constantemente igual ao consumo. Se houver muito vento gerando-se mais
eletricidade do que a necessária num país, ela terá de ser
vendida a um vizinho. Por vezes o escoamento implica oferecer essa eletricidade
excedente a um preço negativo. Quanto mais centros de eletricidade
intermitente
[14]
existirem mais o consumidor doméstico paga por ela. Vimos isso em
Portugal, embora o aumento também se tivesse devido a outras alcavalas e
rendas excessivas.
Mas pergunta de um milhão de dólares e se
armazenarmos a electricidade em vez de a vendermos a preço negativo? E
é aqui que aparece o retornado hidrogénio!
A Alemanha lidera esta estratégia: produzir "hidrogénio
verde" através das vias que já foram registadas, gás
que já pode ser liquefeito, armazenado e transportado. A Alemanha e
alguns países vizinhos, dominam essas tecnologias, estando ávidos
por exportá-las.
Mas, pergunta-se, o uso energético do hidrogénio assim produzido
é energeticamente eficiente e economicamente rentável?
Faça-se uma breve análise. O processo está dividido em
quatro etapas:
1) Produzir eletricidade em grandes áreas dedicadas à
eólica e à solar fotovoltaica,
2) Transformar a eletricidade excedente em hidrogénio através da
eletrólise;
3) Comprimir/liquefazer/transportar o hidrogénio;
4) Voltar a gasificá-lo a fim de o queimar/oxidar para, de novo,
produzir eletricidade.
Nenhuma destas etapas poderia ter 100% de eficiência. A etapa 2 tem, no
máximo, 80% e a etapa 3 cerca de 70%. Na Etapa 4, com as células
de combustível actuais, atinge-se uma eficiência de 50%, embora
podendo-se imaginar 60% no futuro a médio prazo. A eficiência do
ciclo energia solar eletricidade hidrogénio
electricidade/calor, é, portanto, de 28%!
Que empreendedor investiria em tal negócio se não houvesse
subsidiação?
Outra hipótese prevista, a injecção de hidrogénio
nas redes de gás natural, já em 1990 se tinha colocado. Contudo,
a molécula de H2 é nobre, mas energeticamente pobre: ao
misturá-la com o metano há empobrecimento da mistura.
Então, pergunta-se, quem irá pagar essa perda de capacidade
energética?
A concretização desta política para o hidrogénio,
implicará a atribuição de milhares de milhões de
euros em subvenções não reembolsáveis aos
investidores. E, as populações continuarão a sofrer mais
agravamentos nos preços, tarifas e impostos!
Não é opção, nem isso faria sentido, ser contra o
uso de fontes de energia renováveis. As objeções colocadas
relacionam-se com a intensidade do uso, com as formas socioeconómicas da
exploração e com as fabulosas alocações de recursos
públicos desviados de outras áreas, designadamente do combate
à poluição.
No fundo, a questão está estreitamente relacionada com o
funcionamento mundial sob o dominante e contraditório sistema
capitalista, e com a sua atávica necessidade de compensar a baixa
tendencial da taxa de lucro através do aumento da
exploração de recursos e da destruição,
"criativa" ou bélica, de capital.
[1] Petróleo, carvão e gás natural.
[2] Principais fontes de energia renováveis: solar (térmica e
fotovoltaica), eólica, geotérmica e hidroeléctrica.
[3] Será interessante reflectir sobre a diversidade de opiniões e
teses expendidas por centenas de cientistas, técnicos especialistas
acerca da pandemia Covid-19, bastas vezes contraditórias, e
compará-la com o unanimismo da "ciência oficial" quanto
às alterações climáticas antropogénicas, que
silencia qualquer opinião divergente ou céptica, apelidando-as de
negacionistas.
[4] Considerando, aqui, como tradicional a hidroelectricidade produzida em
aproveitamentos com barragens de vários tipos e dimensões
[5] Na terminologia tecnocrática existe hidrogénio de variadas
cores consoante a forma de produção e uso: cinza, azul, verde,
etc.,
[6] O hidrogénio H2
foi o produzido pela primeira vez, de forma artificial, por T. Von Hohenheim
(Paracelso), que viveu entre 14931541; foi baptizado por Lavoisier no
século XVIII.
[7] Existem, é certo, várias referências comprovadas acerca
de emanações naturais de hidrogénio a partir do solo, ou
em meios marinhos, p. ex., na Rússia, EUA, Oman, mas é muito
incerta a sua explorabilidade económica sustentável
(Hydrogène naturel; La prochaine révolution energetique? Alain
Prinzhofer et Eric Deville, Belin, 2015
[8] Muitos autores, especialistas e cientistas, já o demostraram em
diversas publicações. Referir, como mero exemplo, L'Utopie
hydrogène, Samuel Furfari, 2020. Furfari, Professor
Universitário, cristão anglicano, trabalhou vários anos na
DG XVI da Comissão Europeia, conhecendo bem o dossier hidrogénio
e as razões dos seus sucessivos fracassos.
[9] Furfari, ibidem, pp 28,
[10] Comissão Europeia, COM (82) 124 final, de 18 de março de
1982, Comunicação da Comissão ao Conselho sobre a
revisão do programa de investigação e desenvolvimento no
campo da energia adotado por decisão de Conselho de 11 de setembro de
1979, página 3.
[11] Grande repercussão nos preços/tarifas de electricidade
quando se massificou a produção subvencionada e espalhada no
território com base em fontes renováveis como a eólica e a
fotovoltaica, fontes que não conseguem escapar à
intermitência. A ideia de que, através da adopção
maciça de baterias de acumuladores, se faria face à
instabilidade, desconsidera os custo inimagináveis no referencial
socioeconómico
[12]
O Zeppelin era um tipo de aeróstato rígido, ou dirigível,
cujo nome
é uma homenagem ao conde alemão Ferdinand Adolf Heinrich August
Graf Von Zeppelin. Estes
engenhos fizeram os seus primeiros voos comerciais em 1910, pela
Deutsche Luftschiffahrts-AG (DELAG). Quatro anos após o início de
operações, em meados de 1914, a DELAG já havia
transportado mais de 10 mil passageiros.
[13] Comissão Europeia, A Green Deal for Europe, Com (2019-2024) 640
final, 11/ 12/2019,
eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/
[14] Samuel Furfari, Eletricidade intermitente. Uma realidade e um
preço. Science-climat energia, 21 de agosto de 2018,
www.science-climat energie.be/...
Ver também:
O negócio do hidrogénio
, Demétrio Alves
Hidrogénio para aumentar o preço da eletricidade em Portugal
, Clemente Pedro Nunes
O mito da economia do hidrogénio
, Dale Allen Pfeiffer
L’utopie hydrogène
, Samuel Furfari
La filière hydrogène pour la production d’électricité, un mythe?
, Jean-Pierre Schaeken Willemaers
O original encontra-se em
www.omilitante.pcp.pt/...
Este artigo encontra-se em
https://resistir.info/
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