Mercados globais em tumulto:
Guerra financeira contra o trabalho e a indústria

por Michael Hudson [*]

Sexta-feira, 24 de Outubro, a libra esterlina caiu para apenas US$1,53 (desceu de US$1,73 no início da semana, um enorme mergulho pelos padrões de câmbios de divisas), e o euro afundou para apenas US$1,25, enquanto o iene japonês subiu 10%. Estas mudanças ameaçaram interromper os mercados de exportações e consequentemente os padrões de vendas industriais. Os mercados globais de acções mergulharam 5 a 9% no estrangeiro e houve conversas sobre o encerramento do mercado de Nova Iorque se as acções caíssem mais de 1000 pontos. As trocas anteriores à abertura viram a Média Industrial Dow Jones cair para o limite máximo de 550 pontos (maioritariamente em vendas para o estrangeiro), antes de ricochetear para perdas de "apenas" 312 pontos enquanto o dólar subia face às moedas europeias.

O tumulto com as divisas e o mergulho dos mercados de acções de sexta-feira foi um caso de as galinhas voltarem para casa para se abrigarem das políticas de guerra de classe travadas pelas indústrias e banca europeias e asiáticas a esmagarem os seus mercados internos de consumidores – isto é, os padrões de vida dos trabalhadores – a favor da produção para exportação para os Estados Unidos. A contradição interna nesta guerra de classe industrial e financeira agora é clara: Na medida em que ela conseguir deprimir o rendimento do trabalho, inibe o mercado interno de bens de consumo. Isto contraria a Lei de Say – o princípio que "a produção cria o sua própria procura", baseada na suposição de que aos empregados será (ou deverá) ser pago o suficiente a fim de comprarem o que produzem.

Há muitos anos que isto não se verifica na Europa e nem na Ásia. Mas a produção tem sido capaz de continuar sem vacilações devido a um deus ex machina internacional: a procura dos consumidores dos EUA.

Isto não quer dizer que não esteja a ser travada uma guerra de classe nos Estados Unidos. Na verdade, os padrões de vida para a maioria dos assalariados nos dias de hoje estão baixos em relação à "era dourada" do fim dos anos 70. Mas a economia norte-americana teve o seu próprio deus ex machina financeiro para aparar o golpe: a inflação dos preços dos activos de Alan Greenspan que inundou os bancos com créditos, o qual foi emprestado a compradores de casa e a aventureiros dos mercados de acções. A ascensão dos preços das casas foi aplaudida como "criação de riqueza", como se elas fossem um puro activo, à semelhança de dividendos subitamente a serem concedidos para as contas poupança de cada um. Compradores de casas foram encorajados a "sacar dinheiro" sobre a margem ascendente da sua "situação líquida", o preço de mercado (temporariamente) ascendente das suas casas para além da sua dívida hipotecária (permanente). Por isso, enquanto a maior parte do dinheiro das hipotecas era usado para aumentar o preço da propriedade imobiliária, cerca de um quarto das novas concessões de empréstimos era gasta em bens de consumo. A dívida de cartões de crédito também subia. Em face do esmagamento dos seus cheques de pagamento, os consumidores estado-unidenses estavam a manter os seus padrões de vida incorrendo em mais e mais dívidas.

Isto não podia durar muito tempo. Nunca durou. As bolhas financiadas por dívidas não podem durar mais que alguns anos, mesmo quando impelidas por uma auto-suficiente inflação de preços de activos auto-alimentadora na qual as famílias e as corporações industriais contraem mais e mais empréstimos contra o preço ascendente dos seus colaterais. Mas o jogo estava acabado no momento em que rebentou a bolha habitacional.

Ele acabou não só para a economia estado-unidense como também para as economias estrangeiras que haviam montado a sua produção industrial para servir o mercado dos EUA ao invés dos seus próprios mercados internos. Uma desaceleração global da indústria é agora uma ameaça, e deve continuar até que os mercados internos estrangeiros sejam alimentados – exactamente a tendência oposta da recente geração de políticas neoliberais anti-trabalho.

Para perceber as dinâmicas em funcionamento, é preciso olhar para a balança de pagamentos – não tanto para a própria balança comercial e sim para a especulação com divisas, para a concessão de empréstimos internacionais e para a arbitragem [1] que tem dominado as taxas de câmbio ao longo das últimas duas décadas. As taxas de câmbio já não reflectem mais os níveis de salários relativos, a "paridade do poder de compra" ou custos de vida como em tempos passados. Hoje, elas reflectem o fluxo da contratação de empréstimos internacionais, em que as taxas de juros estão baixas e a concessão de empréstimos a uma certa margem de lucro (markup) está fixada – e portanto ao proteger (hedging) esta arbitragem, a maioria dos participantes salta para o "comboio da alegria" a especular acerca do modo como as divisas irão comportar-se.

Deste modo as balanças de pagamentos e os valores das divisas foram "pós-industrializados", tal como o foram as próprias economias internas. Ao invés de promover o crescimento industrial baseado num mercado habitacional em expansão, governos por todo o mundo perseguiram uma estratégia financeira "pós-industrial" de "criação de riqueza".

A crise do iene japonês — reembolsada pelo carry trade

Em lado algum isto foi mais evidente que no Japão, cuja economia permaneceu na estagnação desde que a sua primeira bolha rebentou em 1990. Durante 17 anos consecutivos, trimestre após trimestre, os preços da terra japoneses caíram, assim como os preços dos mercados de acções – e portanto, os colaterais comprometidos como apoio aos empréstimos. Isto levou rapidamente a que os bancos japoneses ficassem com situação líquida negativa. A resposta do Banco do Japão foi engendrar uma maneira de eles reconstruírem os seus balanços – para os bancos "conseguirem escapar" dos maus empréstimos que haviam feito.

A política usada não foi ressuscitar o decadente mercado doméstico no Japão ou as suas corporações industriais. Desde 1945 até 1985, os japoneses tiveram um sistema bancário industrial modelo. Mas em 1985, os diplomatas estado-unidenses pediram ao Japão para, por favor, cometerem um suicídio económico. Irritados com o êxito impressionante da indústria japonesa, responsáveis dos EUA pediram aos seus submissos interlocutores japoneses para aumentarem a taxa de câmbio do iene de modo a fazerem com que as suas exportações industriais ficassem menos competitivos, e a devido tempo para inundarem a sua economia com crédito assim como para baixar taxas de juros, permitindo assim à Reserva Federal inundar o mercado dos EUA com bastante crédito barato para dar uma aparência de prosperidade à administração Reagan. Esta política – anunciada no Acordo Plaza de 1985 – levou o economista David Hale a comentar jocosamente que o Banco do Japão estava a agir como o Décimo Terceiro Distrito da Reserva Federal e o governo japonês como um comité republicano de reeleição.

O Japão inundou a sua economia com crédito, baixou as taxas de juro e alimentou a maior bolha imobiliária do mundo dos anos 80. O mercado de acções também inchou para reflectir o aumento nas vendas e ganhos industriais japoneses. Mas depois de a bolha rebentar, a 31 de Dezembro de 1989, as dívidas de hipotecas e de acções que os bancos japoneses detinham nas suas reservas capitais caíram aquém do valor necessário para suportar os suas obrigações de depósitos. Para ajudar a salvar os bancos, o governo japonês incentivou-os a empreender aquilo que ficou conhecido como "carry trade": conceder empréstimos de ienes criados liberalmente a instituições financeiras estrangeiras a taxas extremamente baixas, para que esses tomadores convertessem-nos em outras divisas a fim de comprar títulos ou outros activos que rendessem uma taxa mais alta. Se ao mercado interno japonês faltavam tomadores de crédito dignos de confiança, passavam a emprestar a estrangeiros. Como uma nova fonte de rendimento para os bancos, em substituição aos empréstimos para o imobiliário e a indústria internas, as baixas taxas de juro permitiram-lhes inundar a economia global com créditos. Isto serviu as finanças globais pois proporcionou aos especuladores e "intermediários financeiros" uma oportunidade de obterem uma rodada de arbitragens gratuitas, em contraste com as exportações industriais japonesas que ameaçavam destronar as produções industriais americanas e europeias de automóveis, electrónica de consumo e outras.

Princes of the Yen. As taxas de empréstimo mantiveram-se altas dentro do próprio Japão. Tal como descreveu recentemente o veterano observador do Japão Richard Werner (autor de Princes of the Yen ) "enquanto as pequenas firmas japonesas foram mortas pela contínua recusa dos bancos de expandir o crédito (e muitos presidentes de pequenas firmas morreram porque tiveram de vender um rim a agiotas a que se viram obrigados a recorrer), os especuladores estrangeiros recebiam amplos fundos de ienes por uma pechincha". A desculpa para esta criação de crédito foi que os exportadores japoneses eram ajudados pois a conversão do iene em moeda estrangeira baixava a taxa de câmbio. (O crédito de iene era "fornecido" aos mercados monetários globais e era gasto para comprar e assim aumentar o preço de euros, dólares, libras esterlinas e outras divisas.)

Assim o iene manteve-se em baixa, ajudando as vendas japonesas de bens de consumo, enquanto aos tomadores estrangeiros de empréstimos era permitido surfar a sua própria onda de inflação de preços de activos. Os especuladores podiam pedir emprestado a apenas uns poucos pontos percentuais de juro no Japão e converter a sua dívida em divisa estrangeira e emprestá-la a outros países igualmente desesperados, tais como a Islândia, até a mais de 15%.

Ienes no valor de centenas de milhares de milhões de dólares, euros e libras foram tomados como empréstimo e devidamente convertidos em divisas estrangeiras a fim de serem emprestados com uma margem de lucro. Os responsáveis pelas arbitragens fizeram milhares de milhões agindo como intermediários financeiros e ganhando rendimentos nas margens entre os baixos custos de empréstimo em ienes e as altas taxas de juros das divisas estrangeiras. Como escreveu Ambrose Evans-Pritchard há mais de um ano no Financial Times, "O Banco do Japão manteve as taxas de juro a zero durante seis anos até Julho de 2006 para manter afastada a inflação. Ainda agora, as taxas ainda estão a apenas 0,5%. Ele também injectou perto de US$12 mil milhões de liquidez todos os meses, imprimindo dinheiro para comprar títulos. O efeito líquido foi uma fuga maciça de dinheiro para a economia global. Confrontados com um ganho miserável em casa, os fundos do Japão e as avozinhas poupadoras guardaram o dinheiro no estrangeiro. Bancos, hedge funds e a proverbial sra. Watanabe, todos eles foram capazes de tomar emprestado por quase nada em Tóquio a fim de comprar activos por todo o globo. O BNP Paribas estima que este "carry trade" está próximo dos US$1,2 mil milhões.

Tudo isto estava condicionado à capacidade dos prestamistas em obterem um benefício contínuo a expensas dos outros. Agora que o almoço gratuito estava acabado, o modo pós-industrial japonês de resgatar o seu sector bancário está a voltar para casa a fim de abrigar-se. E está a fazê-lo de um modo que vai destacar o conflito inerente entre o capitalismo financeiro e o capitalismo industrial. Enquanto a expansão industrial é suposta continuar – e pode continuar a fazê-lo desde que os mercados acompanhem o ritmo da produção – as bolhas de dívida acabam, habitualmente de modo abrupto, como estamos a ver hoje. Agora que a Islândia entrou na bancarrota, parece que será a Hungria a segui-la.

Como os mercados globais de divisas já não proporcionam os roubos fáceis da última década, o carry trade do iene está a ser desincentivado. Isto envolve converter a divisa islandesa, euros, libras e outras divisas não-japonesas outra vez para ienes a fim de resolver as dívidas aos bancos japoneses. Este repagamento – e a consequente reconversão em iene – está a empurrar o preço do iene para cima. Isso ameaça tornar as exportações japonesas mais caras em termos de dólares, euros e libras. Na semana passada a Sony previu que em consequência os seus rendimentos irão cair, e outras empresas japonesas enfrentam um aperto semelhante nas vendas, não apenas derivado da ascensão dos preços iene/dólar, mas também da desaceleração global resultante de duas décadas de políticas económicas pro-finanças e anti-trabalho.

Financiando a economia americana com o "gotejamento" a partir de baixo

O iene em ascensão e a queda nas taxas das divisas estrangeiras são o resultado do desfazer da estratégia "carry trade" japonesa para salvar os seus bancos. A indústria japonesa pagará a conta. E apesar da queda da libra e do euro, a política europeia de enfatizar as suas exportações para o mercado americano ao invés de vender para a sua própria força de trabalho interna parece bastante má, tendo em conta o iminente abrandamento económico esperado. Os gastos e nível de vida dos consumidores estado-unidenses cairão – ao que parece, a pique – para financiar a economia do "gotejamento" para o topo. A actual política do Tesouro é salvar os credores, não os devedores. Os bancos estão a ser salvos, mas não a indústria e certamente não os assalariados/consumidores dos EUA. Ao invés de prosseguirem um tipo de défice Keynesiano, gastando de uma maneira que aumente o emprego (gastos governamentais em bens e serviços, em infra-estruturas e transferências de pagamentos), o Tesouro e a Reserva Federal estão a providenciar dinheiro para que os bancos se comprem entre si, consolidando o sistema financeiro dos EUA num sistema do tipo europeu, com apenas alguns grandes bancos. O sistema financeiro está a tornar-se monopolizado e a assumir a forma de trusts, revertendo dois séculos de política económica destinada a impedir a dominância financeira sobre a economia.

Naturalmente, nada do dinheiro que está a ser dado aos bancos vai "gotejar". Ao invés disso, verificar-se-á a maior transferência de dinheiro no sentido ascendente em mais de setenta anos. A política de dar dinheiro aos sectores mais ricos – nos dias de hoje o sector financeiro – transforma a economia do "gotejamento" num eufemismo para a concentração da riqueza. A pretensão é que a economia americana precisa da liderança financeira e da sobrecarga da propriedade a fim de que a economia "real" descole outra vez. Mas um sector financeiro mais forte a vender ainda mais dívida à economia como um todo ameaça deter a recuperação, sem falar de uma nova descolagem.

Vendo o iminente encolhimento do mercado dos EUA, prestamistas e investidores estão a descarregar as suas acções, não apenas aquelas de firmas americanas como também acções em sectores exportadores europeus e asiáticos. É esta a "contradição interna" da operação de salvamento financeiro de hoje. A própria finança não pode sobreviver diante de uma economia interna "real" em sufoco.

Assim, o mundo pode estar num ponto de viragem ideológica. Mas a última coisa que a oligarquia europeia quer ver são padrões de vida mais altos para os trabalhadores. Nem tão pouco a classe financeira dos EUA. A Europa e a Ásia depositam a sua fé no mercado de bens de consumo dos EUA em vez de depositá-la nos seus próprios. O sector financeiro norte-americano considerou isto atraente na medida em que o consumo era financiado incorrendo em dívida, não por trabalhadores a ganharem mais dinheiro ou a pagarem menos impostos. Os líderes industriais e políticos por todo o mundo têm sido tão anti-trabalho que há muito pouca reflexão quanto a aumentar os padrões de vida internos através de salários mais altos e diversão dos impostos dos trabalhadores e da indústria outra vez para a propriedade, como as políticas fiscais progressivas costumavam basear-se.

É por isso que é impossível voltar ao passado, como se este fosse alguma espécie de condição normal que pudesse ser recuperada. Quando Alan Greenspan inundou o mercado hipotecário com crédito, os donos das casas emprestaram contra a subida nos preços das casas (sacaram sobre elas), como se as suas casas fossem um porquinho mealheiro. A diferença, claro, é que quando alguém faz retiradas de uma conta bancária fica menos dinheiro nela, mas nenhuma dívida é envolvida para absorver rendimentos futuros com um calendário de pagamentos. Os "equity loans" deixaram uma dívida residual, que agora se tornaram situação líquida negativa com empréstimos ainda a precisarem ser reembolsados. Isso deixará menos para o consumo. Assim, os gastos dos consumidores dos EUA cairão devido a:

(1) fim das hipotecas fáceis e do crédito dos cartões de crédito

(2) deflação da dívida quando os consumidores reembolsarem empréstimos passados, eliminando ("crowding out") [2] outras formas de despesas e,

(3) reduções de efectivos e perdas de empregos levando à queda dos rendimentos salariais.

A redução dos gastos dos consumidores significa menos vendas dos fabricantes dos Estados Unidos e do estrangeiro – especialmente aqueles em países cuja divisa esteja a subir em relação ao dólar ( e.g. Japão). Vendas mais baixas significa salários mais baixos, o que significará preços mais baixos das acções. E no próprio mercado de acções, os rácios preço/rendimentos estão a cair, à medida que é cortada a especulação que alimentava o mercado de acções, da parte dos hedge funds e outros arbitragistas. Assim, a combinação de rácios preço/rendimentos cadentes e de rendimentos em queda significará menos no denominador (rendimentos) a ser multiplicado pelos preços (rendimentos capitalizados à taxa de juro em curso).

Os preços em declínio dos mercados de acções estão a reduzir a cobertura dos fundos de pensões corporativos (assim como as contas pessoais de reforma), exigindo maiores reservas para financiar plenamente estas contas. Face ao endurecimento do crédito bancário, isto cortará novas despesas corporativas em fábricas e equipamentos, desacelerando mais uma vez a economia.

Quando os exportadores estrangeiros serão rudemente despertados do sonho da procura americana, quando será atingido o ponto em que a Europa e a Ásia procurarão construir os seus próprios mercados internos como uma alternativa?

O primeiro problema é ultrapassar o preconceito ideológico em que os banqueiros centrais estão doutrinados, num mundo em que os políticos cederam as políticas económicas a banqueiros treinados na Escola de Chicago da guerra contra o trabalho e até mesmo contra a indústria. Provavelmente é demais esperar que os banqueiros centrais europeus de hoje e administradores económicos afins abandonem a sua ideologia neoliberal anti-trabalho e vejam que sem um mercado interno próspero, as suas próprias firmas industriais definharão. A solução deve vir de um sector político renascido que represente os interesses do trabalho, e até da própria indústria quando ela vir a necessidade de ressuscitar os mercados internos.

26/Outubro/2008

[1] Arbitragem: Compra de divisas, títulos de crédito ou quaisquer outros valores num mercado e venda simultânea dos mesmos valores noutro mercado onde se verifique, em determinado momento, cotações ou preços mais elevados.
[2] Crowding out: Tomada de empréstimos em grande escala pelo governo que eleva taxas de juro e impede os negócios e os consumidores de obterem empréstimos à vontade.


[*] Antigo economista da Wall Street especializado em balança de pagamentos e imobiliário no Chase Manhattan Bank (agora JPMorgan Chase & Co.), Arthur Anderson, e posteriormente no Hudson Institute (nenhum parentesco). Em 1990 ajudou a estabelecer o primeiro fundo de dívida soberana do mundo para a Scudder Stevens & Clark. Foi Conselheiro Económico Chefe de Dennis Kucinich na recente campanha primária presidencial dos democratas, e aconselhou os governos americano, canadiano, mexicano e lituano, bem como o United Nations Institute for Training and Research (UNITAR). Professor Investigador Emérito da Universidade do Missouri – Kansas City (UMKC), autor de muitos livros, incluindo Super Imperialism: The Origin and Fundamentals of U.S. World Dominance . Email: mh@michael-hudson.com

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=10695 .
Traduzido por João Camargo.


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
28/Out/08