Atentados do 11/Setembro/2001: o Parlamento japonês faz perguntas

por senador Yukihisa Fujita

No dia 11 de Janeiro de 2008, os telespectadores japoneses tiveram o privilégio de assistir em directo a uma surpreendente audiência senatorial : o presidente de uma comissão parlamentar chamou à parte o Primeiro-Ministro, os ministros dos Negócios Estrangeiros, das Finanças e da Defesa, com o intuito de lhes fazer constatar que, seis anos depois dos atentados de 11 de Setembro, eles continuavam a não conseguir explicar os factos nem a poder confirmar se os atentados tinham sido comandados a partir de uma gruta afegã.   Esse crime contra a lesa majestade do império é aqui reproduzido na íntegra.

Transcrição integral das audiências realizadas pela Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Alta Câmara japonesa por ocasião dos debates sobre a nova lei antiterrorista e o comprometimento japonês ao lado dos Estados Unidos no Afeganistão.


Audiências do dia 11 de Janeiro de 2008 da Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Câmara dos Conselheiros (Senado), Dieta do Japão (Parlamento).

Conselheiro Yukihisa Fujita: Eu queria falar sobre as origens da "Guerra contra o terrorismo."
Estará com certeza lembrado que eu, em Novembro passado, perguntei se o terrorismo constituía uma guerra ou um crime.
A "Guerra contra o terrorismo" começou a seguir aos atentados de 11 de Setembro.
O que eu desejo saber é se esses atentados foram ou não cometidos pela Al Qaeda?
Até agora, tudo o que o governo disse foi que acreditava na responsabilidade da Al Qaeda porque foi o que a Administração Bush lhe transmitiu.
Nós não vimos nenhuma prova real da culpabilidade da Al Qaeda.
Por essa razão, eu gostaria de saber por que é que o Primeiro-Ministro pensa que os Talibãs são responsáveis pelo 11 de Setembro?
Gostaria de saber isso, porque o Primeiro-Ministro era secretário do Chefe de Gabinete [1] nessa altura.

Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Depois desses atentados, comunicámos com o governo americano, e com outros governos a níveis diferentes, e foram trocadas informações.
Segundo informações secretas obtidas pelo nosso governo, e tendo em conta os relatórios reunidos por outros governos, os atentados de 11 de Setembro foram realizados pela organização terrorista internacional conhecida pelo nome de Al Qaeda.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Assim está a evocar simultaneamente informações secretas e públicas.
A minha questão é: terá o governo japonês conduzido o seu próprio inquérito com a ajuda da polícia e de outros recursos?
Trata-se de um crime, portanto, um inquérito tem que ser feito.
Quando um jornalista foi morto no Mianmar, o governo conduziu o seu próprio inquérito.
Dado que 20 japoneses foram mortos no dia 11 de Setembro, pergunto: será que o governo actuou da mesma forma efectuando o seu próprio inquérito e decidiu que a Al Qaeda era responsável?
Que tipo de inquérito é que fizeram?
Na altura, o senhor era o secretário do Chefe de Gabinete, estava na melhor posição.
O que é feito desse inquérito?

Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Depois dos ataques, a Agência da Polícia Nacional enviou a Nova Iorque uma equipa antiterrorista de urgência, que se reuniu com as autoridades americanas e recolheu junto destas informações sobre os japoneses desaparecidos.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Então, o que está a dizer é que pelo menos 20 japoneses foram vítimas desse crime e trabalhavam em Nova Iorque.
Também havia japoneses nos aviões caídos.
Eu gostaria de saber o número exacto de mortos nas torres e dentro dos aviões.
Será que isso pode ser confirmado? Gostaria de obter uma resposta do Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Masahiko Komura, Ministro dos Negócios Estrangeiros: Nós encontrámos os corpos de uma dúzia de vítimas japonesas dos ataques de 11 de Setembro. Fomos também informados pelas autoridades americanas da morte de 11 outras pessoas. Isso perfaz um total de 24 vítimas japonesas, 2 das quais morreram nos aviões.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Gostaria de perguntar em que voos é que se encontravam as duas vítimas japonesas e como é que tiveram a garantia da sua identidade.
Se o ministro dos Negócios Estrangeiros não souber, a resposta de um colaborador será suficiente.

Ryoji Tanizaki, chefe de divisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros: Uma vez que nos interpelam sobre os factos, eu vou responder. Tal como disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, entre as 24 vítimas, duas estavam a bordo dos aviões.
Uma delas a bordo do voo 93 e outra a bordo do voo 11 da American Airlines.
Como é que nós sabemos isso?
Pois bem, não tive essa informação à frente dos olhos, mas as autoridades americanas confirmaram-nos isso, e, em geral, eles fazem testes de ADN.
Foi assim que fomos informados sobre a identidade dessas pessoas.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Então diz que não sabe porque não tem documentos.
Também diz que pensa que foram feitos testes de ADN, mas não tem a certeza.
O que eu quero hoje dizer aqui é que estamos perante um crime e os crimes devem dar lugar a inquéritos.
O governo deve manter informadas as famílias das vítimas dos resultados do seu inquérito. Além disso, em vez de apenas se comemorar anualmente o aniversário de 11 de Setembro, deveriam ser recolhidas informações e para se poder agir em conformidade.
Ao longo destes seis últimos anos, alguma vez forneceram informações às famílias das vítimas? Gostaria que fosse o Ministro dos Negócios Estrangeiros a responder.

Masahiko Komura, ministro dos Negócios Estrangeiros: Agora já não pergunta como confirmámos a morte dos japoneses, mas quer saber que informações demos às famílias das vítimas.
Nós fornecemos informações sobre os corpos e sobre o fundo de compensação. Quanto aos 13 japoneses cujos restos mortais foram encontrados, ajudámos as famílias a tratar deles.
E em cada aniversário, suportamos financeiramente os custos da visita das famílias ao sítio do World Trade Center.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Não tenho muito tempo. Falemos agora de todas as informações que foram dissimuladas e de todas as dúvidas que toda a gente tem sobre o dia 11 de Setembro.
Muitos cépticos são pessoas influentes. Em tais circunstâncias, penso que o governo japonês, que afirma que os atentados foram perpetrados pela Al Qaeda, deveria fornecer essas novas informações às famílias das vítimas.
Neste contexto, gostaria de fazer algumas perguntas.
Gostaria de pedir a todos os membros desta assembleia para olharem para as fotografias e as imagens que vos forneci.
Elas constituem provas concretas, sob a forma de fotografias e de outros elementos de informação.
Na primeira fotografia, uma simulação informática mostra como era grande o avião que embateu contra o Pentágono.
Um 757 é um avião bastante volumoso, com uma largura de 38 metros.
. Como podem observar, ainda que tenha sido um avião volumoso a embater contra o Pentágono, existe apenas um buraco demasiado pequeno para ter sido esse avião.
Nessa fotografia vemos os bombeiros a trabalhar e nenhum estrago do tipo daquele que um avião desse tamanho poderia ter provocado.
Vejam a relva e notem que não existe nenhum fragmento do avião.
Vejamos a terceira fotografia – igualmente do Pentágono – retirada a partir de uma reportagem televisiva estado-unidense. O texto explica que o telhado do Pentágono está intacto.
Ainda que se suponha que um grande avião embateu lá, os destroços não correspondem.
Passemos à fotografia seguinte que mostra um buraco. Como o Ministro Komura sabe, o Pentágono é um edifício bastante sólido e tem muitas paredes.
No entanto, o avião conseguiu atravessá-las.
Mas como sabem, os aviões são feitos de materiais muito leves.
Um avião feito com esses materiais não poderia ter feito um buraco como esse.
Agora vejam uma fotografia que mostra como o avião embateu no edifício.
O avião deu meia volta, evitou os escritórios do Ministério da Defesa, para atingir a única parte do Pentágono que tinha sido reforçada para resistir ao ataque de uma bomba.
No meio da página 5, podemos ler o comentário de um responsável da US Air Force.
"Eu pilotei os tipos de avião utilizados no dia 11 de Setembro e nã posso acreditar que tenha sido possível, para alguém que pilote um pela primeira vez, conseguir fazer tal manobra."
Como sabem não foram encontradas as caixas negras da maioria dos aviões.
Havia mais de 80 câmaras de segurança no Pentágono, mas eles recusaram reproduzir a maioria das sequências de vídeo.
Como podem constatar, não existe imagem alguma do avião ou dos seus destroços nas fotografias.
É muito estranho que nenhuma dessas imagens nos tenha sido mostrada.
Como sabem, as forças de defesa japonesas têm o seu quartel-general em Ichigaya.
Conseguem imaginar que uma hora depois de um avião atingir uma cidade como Nova Iorque, um outro possa ainda ter atingido o Pentágono?
Numa situação como essa, como é que os nossos aliados podem ter deixado acontecer tal ataque?
Gostaria que o ministro da Defesa respondesse.

Shigeru Ishiba, ministro da Defesa: Eu não preparei nada, terei de improvisar. Se tal acontecesse, a Defesa enviaria caças para abater o avião.
O Tribunal Constitucional alemão fez leis sobre isso.
No caso do Japão, a nossa reacção dependeria do tipo de avião, das pessoas que estivessem no seu comando e das suas intenções.
No entanto, segundo as nossas leis, seria difícil ordenar o abate de um avião porque ele voava a baixa altitude.
Enviaríamos provavelmente forças de defesa que voariam junto a ele e pediríamos uma decisão ao Gabinete.
Se o avião tivesse muita gente a bordo, teríamos de debater que acção empreender.
Isso aconteceu há muito tempo quando um Cesna embateu contra a casa de uma pessoa chamada Yoshio Kodama [2] .
Também houve um caso de um voo da companhia All Japan Airlines que foi desviado e cujo piloto foi morto.
Seria melhor que nunca acontecesse nada disso, mas teremos de preparar novas leis para essas situações e debatê-las no Parlamento.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Como temos pouco tempo, gostaria de apresentar uma nova prova.
Queiram ver este painel.
A primeira fotografia é uma daquelas que vemos frequentemente, das duas torres que foram atingidas pelos aviões desviados.
Eu poderia compreender que isso acontecesse imediatamente após os aviões terem embatido, mas aqui nós vemos grandes pedaços de materiais a percorrer uma grande distância no ar.
Alguns foram projectados a 150 metros.
Aqui vêem-se objectos a voar como se tivesse havido uma explosão.
Vejam esta fotografia extraída de um livro. Ela mostra a que distância os objectos foram projectados.
A terceira fotografia tem um bombeiro que participou nas operações de socorro. Ele fala de uma série de explosões dentro do edifício que pareciam tratar-se de uma demolição profissional.
Não podemos passar vídeos hoje e então eu traduzi o que diz o bombeiro: "ouvia-se um bum, bum, como se fossem barulhos de explosões".
Uma equipa japonesa constituída por membros oficiais do serviço de bombeiros do Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes [3] interrogou uma sobrevivente japonesa que disse que enquanto fugia ouviu explosões. Este testemunho figura num relatório redigido com o apoio do serviço de bombeiros do Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes.
Agora, gostaria de vos mostrar a imagem seguinte. Normalmente, diz-se que as torres gémeas (WTC1 e 2) se desmoronaram porque foram atingidas por aviões. No entanto, a um quarteirão das torres gémeas encontrava-se a torre n.º 7 (WCT7).
Podemos ver neste mapa que ela se encontrava num pequeno grupo de casas ladeadas por ruas. Esta torre desmoronou-se 7 horas depois do ataque às torres gémeas.
. Se eu vos pudesse mostrar um vídeo seria fácil de compreender, mas olhem para esta fotografia.
É um edifício de 47 andares que caiu desta maneira.
A torre desmoronou-se em 5 ou seis segundos. É quase a mesma velocidade a que cai um objecto no vazio.
Esta torre cai como o que poderiam ver num espectáculo de Kabuki. Para além disso, ela cai conservando a sua forma geométrica.
Lembrem-se que ela não foi atingida por um avião. Deveriam perguntar-se se uma torre se desmorona daquela maneira por causa de um incêndio de sete horas.
Temos aqui uma cópia do Relatório da Comissão de Inquérito do 11 de Setembro. É um relatório publicado pelo governo americano em Junho de 2004, no entanto, não é aí mencionado o desmoronamento de que vos acabo de falar. Não é mencionado em parte alguma do relatório.
O FEMA publicou igualmente um relatório mas omitiu igualmente essa torre [WTC7].
Muita gente pensa que há algo de estranho, principalmente depois de ter tido conhecimento da história da torre n.º 7.
Como se trata de um acidente em que morreram numerosas pessoas, todas as pistas deveriam ser estudadas.
Temos pouco tempo, mas ainda gostaria de mencionar as opções de venda [venda de acções suspeitas antes do dia 11 de Setembro].
Precisamente antes dos ataques no dia 11, nos dias 6, 7 e 8, houve investimentos de opções sobre as acções das duas companhias aéreas [American e United Airlines] que foram desviadas pelos piratas.
Houve igualmente opções de venda sobre Merril Lynch, um dos maiores locatários do World Trade Center.
Por outras palavras, alguém sabia que tinha de especular e apostar na baixa dessas acções para fazer fortuna.
Ernst Welteke, presidente do Deutschen Bundesbank, na época, o equivalente do governador do banco no Japão, disse que havia muitos factos que provavam que as pessoas implicadas nos ataques beneficiaram de informações confidenciais.
Ele disse que houve muitas negociações suspeitas que envolveram sociedades financeiras antes dos atentados.
O presidente do banco central alemão queria que isso se soubesse.
Gostaria de interrogar o Ministro das Finanças sobre essas opções de venda.
O governo japonês estava ao corrente disso? O que pensa sobre isto?
Gostaria de interrogar o ministro Nukaga sobre o assunto.

Fukushiro Nukaga, ministro das Finanças: Eu estava em Burquina Faso, na África, quando ouvi falar do acidente.
Decidi voar directamente para os Estados Unidos mas quando cheguei a Paris, disseram-me que não havia mais voos para os Estados Unidos.
Só mais tarde ouvi o que ia sendo relatado sobre esses acontecimentos.
Sei que existem vários relatórios sobre os pontos que focou.
Daí termos tornado obrigatório que as pessoas forneçam uma ID [identificação] para transacções fiáveis ou suspeitas, e decretámos também que o financiamento das organizações terroristas é um crime.
Em todo o caso, o terrorismo é uma coisa horrível e deve ser condenado.
O terrorismo não pode ser parado por um só país, é necessário toda a comunidade internacional.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Gostaria de interrogar o especialista financeiro Assao para saber mais sobre as opções de venda.
Um grupo de indivíduos tem de dispor de montantes altos de dinheiro, de informações confidenciais e de uma especialização financeira para que tal coisa se realize.
Será possível que alguns terroristas no Afeganistão e no Paquistão realizem um conjunto de transacções tão sofisticadas e em tão grande escala?
Gostaria que respondesse o senhor Assao.

Conselheiro Keiichiro Asao: As opções de venda são uma aposta de venda das acções a um certo preço num certo momento.
Neste caso, alguém deve ter tido informações confidenciais para efectuar esse tipo de transacção porque, normalmente, ninguém pode prever que aviões dessas companhias aéreas vão ser desviados.
Consequentemente, creio que se tratou de um caso de delito de iniciados.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Senhor Primeiro-Ministro, o senhor era secretário do Chefe de Gabinete na altura, e como alguém revelou, foi um acontecimento com o qual a humanidade nunca tinha sido confrontada.
Parece que agora circulam mais informações do que nos meses que se seguiram aos atentados.
Actualmente, vivemos na sociedade da Internet e do visual, essas informações são tornadas públicas, se olharmos para a situação, para o ponto de partida destas duas leis, para o ponto de partida da própria "Guerra contra o terrorismo", vemos que, como pudestes constatar a partir das informações que apresentei, ela não deu lugar a um inquérito ou análise séria.
Penso que o governo não inquiriu convenientemente, nem pediu explicações ao governo estado-unidense.
Ainda não começámos a reabastecer de carburante os navios estado-unidenses, por isso, penso que deveríamos voltar ao início, e não confiramos cegamente nas explicações do governo estado-unidense, nem nas informações indirectas que eles nos dêem.
Existem demasiadas vítimas, penso, por isso, que temos de retomar o assunto desde o seu início.
Devemos perguntar-nos quem são as verdadeiras vítimas da "Guerra contra o terrorismo".
Penso que são os cidadãos do mundo que são as vítimas.
Aqui, no Japão, temos pensões para as vítimas do sangue contaminado pela hepatite C que desaparecem, mas tudo o que apresentei, hoje aqui, se baseia em factos e provas verificáveis.
Falemos das caixas negras evaporadas, dos aviões evaporados, dos restos evaporados.
Muitos destroços de edifícios também desapareceram.
Mesmo a FEMA [4] disse que isso a impediu de investigar convenientemente.
Temos de olhar para estas provas e perguntar-nos o que é verdadeiramente esta "Guerra contra o terrorismo".
Vejo que os senhores ministros concordam, mas gostaria de fazer uma pergunta ao Primeiro-Ministro Fukuda.
Por favor, olhe para mim. Ouvi dizer que quando o senhor ministro era chefe de gabinete do ministro na altura, notou coisas estranhas relativamente a estes atentados.
Não lhe ocorreu que se passava algo de estranho?

Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Eu nunca disse que pensava que era estranho.

Conselheiro Yukihisa Fujita: Senhor Primeiro-Minstro, donde vem a origem da "Guerra contra o terrorismo" e da ideia de que é justo ou não participar nela?
Existe realmente uma razão para se participar nessa "Guerra contra o terrorismo?"
Temos, nós, realmente necessidade de participar nela?
Gostaria ainda de perguntar como se luta verdadeiramente contra o terrorismo.

Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Com base nas provas que nos foram fornecidas pelo governo americano, acreditamos que os atentados de 11/Set foram perpetrados pela Al Qaeda.
Temos de pôr um fim a esse terrorismo da Al Qaeda. É por essa razão que a comunidade internacional está unida na luta contra o terrorismo.
No que toca a uma lei votada pelo vosso próprio Partido Democrata, no ano passado, que se baseia na resolução 1368 das Nações Unidas – uma resolução votada como resposta aos atentados terroristas contra os Estados Unidos –, vocês votaram nessa lei que estava de acordo com essa resolução, não é assim?

Conselheiro Yukihisa Fujita: Tem noção dos corpos e dos factos que estão por detrás da resolução?
Pois é essa a razão pela qual o senhor afirma ter de participar na "Guerra contra o terrorismo".
Creio que para se meter um fim ao terrorismo, nós devíamos votar uma lei para ajudar de facto as populações do Afeganistão.
Gostaria que o senhor Inuzuka nos falasse da lei e da luta contra o terrorismo.

Conselheiro Tadashi Inuzuka: Entre os numerosos problemas levantados pelo conselheiro Fujita, aquele com o qual nos devemos preocupar mais… é que os afegãos possam viver em paz.
Está no centro da questão da luta contra o terrorismo.
Se não debatermos esse problema e nos contentarmos apenas em dispor da gasolina, sem pensar na situação global, nem nas pessoas envolvidas, o debate em torno desta lei não terá sentido.
Essa lei deverá ser feita pela paz e pela segurança no Afeganistão. O nosso país deve votar uma lei antiterrorista.

O vídeo original desta audiência, legendado em inglês, pode ser visionado em oito módulos sucessivos:
Clique a imagem para ver o vídeo.


Notas
[1] No Japão, o secretário do Chefe de Gabinete (naikaku shokikancho) ocupa uma posição ministerial. Ele é simultaneamente o porta-voz do governo e o secretário do Conselho de Ministros. O actual Primeiro-Ministro, Yasuo Fukuda, exerceu essa função junto dos Primeiros-Ministros sucessivos Yoshiro Mori e Junichiro Koizumi durante 1289 dias, recorde absoluto na história do país.
[2] Ver "Yoshiro Kodama, le yakusa de la CIA", por Denis Boneau, Réseau Voltaire, 8 de Setembro de 2004.
[3] No Japão, o serviço de bombeiros está ligado ao MLIT, o poderoso Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes (Kokudo Ko-tsu-sho-), a mais vasta administração do país.
[4] A FEMA (Federal Emergency Management Agency) é a agência estado-unidense de gestão de situações de crise.


O original encontra-se em http://www.voltairenet.org/article154482.html . Tradução de RM.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
08/Fev/08