O ódio aos russos do fascismo ucraniano

por Miguel Urbano Rodrigues

Logo nazi sobre a bandeira ucraniana. A desinformação sobre a realidade do que se passa na Ucrânia é parte integrante da ofensiva do imperialismo na região. Como os correspondentes dos media russos no terreno contrapunham a essa manipulação uma informação objectiva e documentada, os fantoches fascistas no poder decidiram passar a intimidá-los, maltratá-los e expulsá-los. Enquanto acusam a Rússia de responsabilidade na violação do cessar-fogo acordado em Minsk, a escalada da provocação imperialista parece ter dado novos passos.

Os media portugueses ditos de referência continuam a apresentar um panorama deformado da crise ucraniana.

Para os comentaristas da TV e dos grandes jornais o governo fascizante de Kiev é democrático. Acusam a Rússia de uma política agressiva e anexionista e apoiam a ajuda financeira da União Europeia e dos Estados Unidos à Ucrânia.

A comunicação social portuguesa inspira-se aliás na campanha de desinformação internacional que difunde pelo mundo uma falsa imagem da realidade ucraniana.

Diariamente o Canal Rússia Today nos seus programas em inglês e espanhol transmite imagens, notícias e entrevistas que revelam uma realidade totalmente diferente da forjada pela propaganda dos media ocidentais.

Nessas reportagens, bem documentadas, transparece com nitidez o ódio - é a palavra - do fascismo ucraniano à Rússia.

Dos muitos casos relatados pelo referido canal selecionei alguns que iluminam bem a atitude das autoridades de Kiev perante os jornalistas russos que cobrem acontecimentos na Ucrânia.

  • Em Minsk durante a cimeira que reuniu Merkel, Hollande, Putin e Poroshenko, a jornalista Olga Skabeeva, do Canal Rússia 24, quando aproximou o microfone do Presidente da Ucrânia foi brutalmente agredida por um segurança de Poroshenko que lhe colocou um braço no pescoço e lhe tapou a boca impedindo-a de falar.
  • Dois jornalistas que cobriam acontecimentos em território ucraniano foram detidos pelos Serviços de Segurança e ameaçados de serem processados por "atividades informativas subversivas" contra a Ucrânia por incumbência da Rússia.
  • O mesmo Serviço advertiu que qualquer cidadão que colabore com jornalistas russos incorre em responsabilidade penal.
  • Uma jornalista do Canal russo NTV ficou detida uma noite no aeroporto de Kiev, privada de passaporte, depois de lhe negarem entrada no país.
    - Dois jornalistas russos que filmavam uma manifestação da extrema-direita em Kiev foram presos e deportados.
  • Zaur Sheozh, repórter da sucursal em Moscovo da Al Jazira, do Qatar, foi preso quando pretendia cobrir o primeiro aniversário de Maidan e o cessar-fogo assinado em Minsk. Interrogado durante quatro horas, foi depois deportado.
  • Eelisaveta Jramtsova, correspondente de Life News, e a sua ajudante foram detidas quando tomavam um táxi para ir entrevistar um especialista de questões ligadas à agricultura. Dois homens entraram no táxi, identificaram-se como agentes do Serviço de Segurança e informaram que pretendiam interrogá-los sobre um possível atentado numa praça da cidade. Conduzidas a um lugar desconhecido, foram deportadas e proibidas de voltar à Ucrânia durante cinco anos.

    A HISTERIA ANTI-RUSSA

    O Serviço de Segurança elaborou uma lista negra dos meios de comunicação da Rússia. Todos, com exceção do canal de TV Dozhd, oposicionista, foram proibidos de trabalhar na Ucrânia. Simultaneamente suspendeu as credenciais dos representantes de 100 media russos.

    A decisão foi tão absurda que a União Europeia e a OSCE decidiram protestar, por envolver um ataque inadmissível à liberdade de expressão.

    O Clube de Jornalistas do México também enviou um protesto ao governo de Kiev pelas medidas que impedem os jornalistas russos de trabalhar na Ucrânia.

    O governo de Putin, através do vice ministro das Relações exteriores, Vassili Nebenzia, sentiu a necessidade de condenar com veemência a atitude assumida pelo parlamento ucraniano ao aprovar no dia 26 de Fevereiro a decisão do Serviço de Segurança que impede na prática os media russos de trabalhar no país.

    O assassínio em Moscovo, no dia 28 de Fevereiro, de Boris Nemtsov, ex- vice-primeiro ministro de Ieltsin e líder da oposição contribuirá certamente para a intensificação da campanha ocidental contra a Rússia e Putin no momento em que a popularidade do presidente russo atinge o auge pela sua firmeza no diálogo com a União europeia e os EUA a propósito da crise ucraniana. Observadores ocidentais admitem que o crime tenha sido ideado por forças políticas da oposição empenhadas em destabilizar a Rússia.

    01/Março/2015
    O original encontra-se em www.odiario.info/?p=3571

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
  • 04/Mar/15