Nenhum apoio ao governo, o povo deve lançar a sua contra-ofensiva

por KKE

Dimitris Koutsoumpas. Na segunda-feira 30 de Março, a pedido do governo, foi efectuada uma discussão no Parlamento, na qual o primeiro-ministro A. Tsipras pôs na mesa a questão de que todos os partidos devem apoiar o governo nas suas negociações com a UE e o FMI.

Em resposta ao primeiro-ministro, Dimitris Koutsoumpas, secretário-geral do CC do KKE, disse-lhe: "A sua "orgulhosa negociação" relaciona-se com os interesses da classe dominante a que o senhor pretende servir, tal como o fizeram os governos anteriores. O senhor está a negociar a fim de assegurar mais dinheiro do estado aos grupos monopolistas internos". Koutsoumpas denunciou o facto de que o governo não trouxe ao parlamento o acordo, a que chegou em Fevereiro com a UE, para ser votado. A razão porque não trouxe o acordo ao parlamento para votação era de que assim o povo não visse o mesmo ser apoiado em conjunto pelo partido "de esquerda" SYRIZA e por partidos do governo anterior (ND-PASOK), o partido pró UE "Potami", etc.

Além disso, o secretário-geral do KKE enfatizou que "O convite aos EUA para actuarem como um árbitro transatlântico da riqueza energética do país e a sua apresentação como uma força garantidora da estabilidade constituem uma provocação ao nosso povo. A experiência tem mostrado que "soluções" desta natureza não só minam direitos soberanos como também levam o nosso povo a novos perigos".

Koutsoumpas sublinhou que este governo também está a esconder ao povo as suas razões reais, que as reformas que está a planear fazem parte dos objectivos a longo prazo da SEV (Federação Helénica das Empresas) e que são direcções fixadas pela UE. Enfatizou ainda que o KKE pôs em cima da mesa um projecto de lei para a abolição do memorando com os prestamistas e a legislação relacionada, assim como outras propostas para o alívio imediato das famílias dos estratos populares, propostas estas que a maioria governamental está a sabotar.

Na sua réplica durante a discussão, Koutsoumpas notou no pódio parlamentar, dentre outras coisas, que: "O nosso povo deve organizar seu contra-ataque contra os adversários reais, não há outro caminho para o nosso povo. Deve preparar-se para o conflito e a ruptura com a UE e com o capital e o seu poder".

31/Março/2015

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02/Abr/15