Crescimento económico anémico não cria mais emprego
No 1º trim. 2014 foram destruídos em Portugal 42 mil empregos
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Em milhares |
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| No Total | -42,0 | -19,9 | -61,8 |
| Nos dos 15 aos 24 anos | -8,6 | 3,3 | -5,3 |
| Nos dos 25 aos 34 anos | -7,3 | -13,4 | -20,7 |
| Nos dos 35 aos 44 anos | 14,2 | -13,5 | 0,6 |
| Nos com 45 e mais anos | -8,5 | 3,8 | -6,2 |
Entre o 4ºTrim.2013 e o 1ºTrim.2014, o desemprego oficial diminuiu em
19,9 mil apesar do emprego ter diminuído em 49,9 mil. O número de
desempregados só não aumentou, devido ao facto de muitos daqueles
que perderem o seu posto de trabalho (42 mil no 1º Trim.2014) e dos que
procuraram emprego pela primeira vez neste trimestre, terem sido
excluídos do mercado de trabalho, pois 61,8 mil deixaram de fazer parte
da população ativa. E isto porque ou se reformaram
(as reformas antecipadas continuam a ser possíveis para os do setor
privado em caso de desemprego de longa duração e a
aposentação antecipada continua a ser também
possível na Administração Pública)
, ou emigraram para o estrangeiro a procura de emprego deixando assim de
constar da estatística oficial de desemprego, ou então
desencorajaram-se de procurar emprego sendo por esse motivo eliminados da
estatística de desemprego oficial
(no fim do 1º Trim.2014, segundo o INE, o números de inativos
disponíveis atingia 276,6 mil).
Uma análise mais fina das variações por escalões
etários do emprego, do desemprego oficial e da população
ativa no 1º Trim.2014 confirma as suspeitas anteriores. Por
ex., no 1º Trim.2014, o emprego da população do
escalão etário dos 25-34 anos, que é aquela potencialmente
mais produtiva, diminuiu em 7,3 mil, apesar disso o desemprego dessa
população reduziu-se em 13,4 mil, o que foi só conseguido
através da redução da população ativa com
essa idade em 20,7 mil, que deixou assim de estar no mercado de trabalho
português, tendo naturalmente emigrado. Uma situação
semelhante se verifica em relação aos com mais de 45 anos que
são empurrados prematuramente para a reforma ou
aposentação. É esta uma causa da redução do
desemprego em Portugal que a propaganda oficial ou comentadores com acesso
fácil aos media ocultam quando falam da
"recuperação" atual do emprego em Portugal.
OUTROS DADOS DO INE QUE DESMENTEM A PROPAGANDA OFICIAL DOMINANTE NOS MEDIA
Quem se der ao trabalho de aceder ao site oficial do
INE
fica naturalmente surpreendido pelas informações divulgadas
nele
(são as últimas do INE, e referem-se já a Março de
2014)
que desmentem a euforia de recuperação económica que os
media teimam em dar, manipulando a opinião publica a favor do governo.
Para não alongar mais este estudo, vamos apenas transcrever os
títulos dessas informações
(fazendo copy-paste)
para reflexão do leitor deixando os comentários para um
próximo estudo.
"
Comércio Internacional de bens: as exportações aumentaram
1,7% e as importações 6,0%
- Março de 2014";
Índice de Volume de Negócios nos Serviços apresentou
variação homóloga mais negativa
Março de 2014;
Índice de Produção na Construção diminuiu
13,1% em termos homólogos
- Março de 2014";
Índice de Vendas no Comércio a Retalho desacelerou
- Março de 2014;
Índice de Produção Industrial apresentou taxa de
variação homóloga negativa
- Março de 2014. Apenas o "
Índice de Volume de Negócios na Indústria registou
variação homóloga positiva
em Março de 2014".