A paranóia do dióxido de carbono
por Rui G. Moura
O estado a que chegou a climatologia
Todas as obras escritas, desde tempos imemoriais, sobre climatologia, a
nível mundial, podem hoje ser reduzidas a um só livro. Mas o
livro poderia conter apenas uma página. E essa página bastava ter
escrita apenas uma linha. E nessa linha era suficiente escrever três
palavras: "dióxido - de - carbono".
Eis ao ponto a que chegou uma ciência ainda tão débil. Hoje
em dia já só se debate o dióxido de carbono. Se a
temperatura sobe, a culpa é do dióxido de carbono. Se chove a
culpa é do dióxido de carbono. Se não chove, lá
está o dióxido de carbono a fazer das suas. Se há ondas de
calor é a prova das emissões de dióxido de carbono. Um dia
destes, um jornal dito de referência, a propósito do
relatório Stern
[1]
apresentava uma fotografia de um nevão recente
nos Estados Unidos da América: a culpa era do dióxido de carbono.
O dióxido de carbono explica tudo. Mas uma coisa que explica tudo
não explica nada.
A paranóia das alterações climáticas
Quem prova que não existem "alterações
climáticas" no sentido em que se tornou uma doutrina oficial
é, no mínimo, catalogado de amigo do Bush ou de estar a soldo das
petrolíferas. O debate científico ficou reduzido ao
dióxido de carbono e ao ser ou não ser amigo do Bush. Ah, e a
estar ou não estar ao serviço das petrolíferas
Já fomos acusados destas infâmias por gente que só sabe
recitar a cartilha do "global warming" promovida pelo IPCC
(Intergovernmental Panel on Climate Change). Colocam palas à volta dos
olhos e só vêem dióxido de carbono por todo o lado
Pois aqui têm mais afirmações a acrescentar ao rol de
culpas a assacar antes de me enviaram para o cadafalso:
O Árctico não está a aquecer mas a arrefecer e aquecer
simultaneamente;
O Antárctico não está a aquecer mais está a
arrefecer na sua esmagadora maioria e a aquecer numa pequena parte da designada
Península de Larsen B;
A pressão atmosférica está a subir em Portugal e na
Europa contrariamente ao que deveria acontecer se fosse verdadeira a
existência do "global warming";
Sobre os continentes, nomeadamente o europeu, as aglutinações
anticiclónicas do tipo do anticiclone dos Açores
estão a ser mais frequentes, especialmente nos Invernos, mas
também nos Verões, com consequentes estabilidades
anticiclónicas, vagas de frio e de calor;
O tempo tornou-se, desde 1976, mais violento e mais irregular com tempestades
de vento que conduzem mais calor tropical, latente e sensível, em
direcção aos pólos;
Na zona tropical tanto no Atlântico como no Pacífico
não há nenhuma relação entre a
ciclogénese (Katrina, por exemplo) e a temperatura, seja do ar seja dos
oceanos;
As mal designadas "alterações climáticas"
têm o aspecto das premissas de uma primeira fase de um
glaciação (guardem-se as devidas proporções na
escala temporal que não se coaduna com o tempo de vida dos humanos).
Tudo isto não tem nada a ver, mas rigorosamente nada, com o "global
warming" nem com as famosas "alterações
climáticas". Tanto um como a outra são mitos
oportunisticamente utilizados como espantalhos para tentar resolver outros
problemas: a poluição atmosférica e a dependência
energética, especialmente, de produtos petrolíferos.
Estão a preparar o País para enfrentar o calor e pode vir
aí o frio (dentro de uma a duas décadas).
Ah, é verdade, pediram-me para dar uma opinião sobre o
relatório Stern. Mas valerá a pena perder tempo com esta
inutilidade? O relatório Stern é apenas mais uma peça que
se coloca no puzzle e que aparece sempre nas vésperas de reuniões
inúteis como a de Nairobi. Relatórios deste tipo servem para
pressionar os governos a prosseguirem uma política energética
errante. Agora já se entrevê a energia nuclear sem qualquer
justificação climática. Mas é sempre com
dióxido de carbono que se pretende justificar soluções que
interessam a alguns mas não a todos. Quando o mesmo grupo de pessoas se
reuniu em Buenos Aires, por esta altura mas de 2004, apresentaram o
inenarrável relatório ACIA (Arctic Climate Impact Assessment) que
prenunciava o fim do Árctico e a morte à fome dos ursos. Mas
quem serão os ursos? A crítica a este relatório ACIA pode
ser encontrada em
http://mitos-climaticos.blogspot.com/2006/11/acia-dinamica-da-temperatura-do-arctico.html
.
Já alguém ouviu falar no "culpado" desta
situação climática? Tem o nome de Anticiclone
Móvel Polar. Foi descoberto pelo Prof.
Marcel Leroux
, jubilado da cátedra de Climatologia da Universidade de Lyon. Faz o
favor de ser meu amigo. Recentemente, em Estocolmo, perguntei-lhe:
"Quando é que pensa que vai acabar esta impostura
científica?" Respondeu-me: "Quando alguém
responsável disser que tudo não passa de um mito e passarem a
palavra uns aos outros".
A climatologia, em particular, e a ciência, em geral, passa por um crise
violentíssima que vai ter grave consequência num futuro
próximo. Tudo por causa do dióxido de carbono. Que afinal
até é útil à vida do nosso planeta.
07/Novembro/2006/Ramada
[1]
Nicholas Stern é um ex-economista do Banco Mundial que, por encomenda do
governo britânico, elabou um relatório de 700 pgs. acerca do
"aquecimento global".
O original encontra-se em
http://mitos-climaticos.blogspot.com/
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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