Tirem as mãos da Venezuela!

– Defender a radicalização da Revolução Bolivariana é defender a liberdade e a justiça social na América Latina

por Comissão Política Nacional do PCB

A ameaça do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, de fazer uso da força militar contra a Venezuela, é um atentado não apenas à liberdade e às significativas conquistas sociais da Revolução Bolivariana, como também à democracia e à soberania de todos os países latino-americanos. A ameaça de agressão do governo dos EUA contra o povo venezuelano, para tentar tirar, à força, o presidente Maduro do poder, está articulada com a mobilização golpista de setores da burguesia venezuelana, que se utiliza, abertamente, do uso de mercenários contratados para realizar manifestações violentas contra o governo.

A vitória política do governo Maduro, elegendo, pelo voto direto da maioria da população, uma Assembleia Nacional Constituinte legítima e soberana, é um claro sinal de que o povo da Venezuela segue determinado na luta pela consolidação da Revolução Bolivariana, que já possibilitou, nos últimos 15 anos, entre muitas  conquistas, mais de 2 milhões de novas moradias para os mais pobres, a duplicação do número de vagas no sistema educacional, a redução significativa do analfabetismo e da miséria, assim como a promoção e elevação do patamar de justiça e democracia, com o fortalecimento da organização popular. Hoje a manutenção dessas conquistas está atrelada ao avanço da revolução, no sentido de ampliar o poder organizado do povo trabalhador e da adoção de medidas anticapitalistas.

A burguesia nutre intenso ódio pela emancipação dos pobres, pela perspectiva de perder seus privilégios com a redução das desigualdades no país, uma burguesia a quem não interessa que o país saia do perfil de monoexportador de petróleo para manter os lucros de suas empresas exportadoras. Os EUA sabem perfeitamente que, com a consolidação da Revolução, ficarão no passado os tempos em que se locupletavam com a compra de petróleo barato da Venezuela, como se passava com os governos da direita que antecederam a vitória de Hugo Chávez em 1999.

Defender a Venezuela contra qualquer ameaça imperialista é defender a liberdade, a justiça social e a soberania de todos os países da América Latina. O polo hegemônico imperialista se utiliza das mesmas táticas de guerra econômica, desestabilização política e financiamento de grupos terroristas que foram utilizados na Líbia, no Iraque, Síria, Irã e Coreia Popular. Repudiamos a articulação dos governos latino-americanos alinhados aos EUA, incluindo o governo golpista e corrupto de Michel Temer, que apoiam a direita golpista na Venezuela e uma possível intervenção militar externa.

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) refirma sua solidariedade militante para com a Revolução Bolivariana e suas conquistas, manifestando o mais forte repúdio às tentativas de agressão externa e ações golpistas promovidas pela burguesia venezuelana, voltadas a desestabilizar o governo Maduro. O PCB manifesta também irrestrita solidariedade ao Partido Comunista Venezuelano (PCV), setor operário e popular mais avançado neste processo. Com muita coerência e combatividade, os comunistas venezuelanos cerram fileiras em defesa da radicalização do caminho revolucionário, por uma nova política econômica que rompa com a dependência ao capital, contra o avanço do fascismo, do golpismo e a corrupção reinante.

O PCB conclama a todos os seus militantes, simpatizantes, amigos, democratas e internacionalistas a participar, com sua manifestação e presença em atos unitários e demais ações públicas, da luta pela consolidação e avanço do processo Bolivariano na Venezuela, no rumo da construção do Socialismo.

14/Agosto/2017

Não à agressão imperialista na Venezuela!
Em defesa da soberania! Toda solidariedade ao povo venezuelano!
Pelo poder popular e pelo socialismo!

Ver também:
  • PCV: Amenazas de Trump confirmam política intervencionista de EEUU
  • Moscú: "La amenaza de intervención militar en Venezuela está dirigida contra toda la región"

    O original encontra-se em pcb.org.br/portal2/15303


    Esta nota política encontra-se em http://resistir.info/ .
  • 18/Ago/17